segunda-feira, 18 de junho de 2007

A trema não caiu, a trema não caiu... a trema não caiu...


Trema é um diacrítico usado em diversas línguas para alterar o som de uma vogal ou para assinalar a independência dessa vogal em relação a uma vogal anterior, constituindo-se às vezes em uma vogal própria e distinta no alfabeto.

Ou seja
, os dois "pinguinhos" no u de lingüiça.

Meu professor de Produção de Textos tão aclamado pelo público feminino, Paulo Ramos, citou em tom frenético e enfático: "A trema não caiu... a trema não caiu... a trema não caiu... a trema, não caiu...".
Embora haja toda a discussão entre estudiosos da língua, da gramática e blábládores à lá Pasquale sobre o "tombo" da trema, de fato, ela não caiu.

Poucos a usam. Muitos a desconhecem. Acho que ninguém gosta muito dela.
Pobre trema!

Mas por bem ou por mal, a trema ainda não caiu.
O fator que me anima: a trema vai cair... a trema vai cair... a trema, ah, a trema vai cair...


Mas por bem ou

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Putin e Bush brigam com estilingue


O G8, grupo que reúne os países mais industrializados do planeta, está ai. Na verdade, está na Alemanha.
Reunindo Estados Unidos, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Canadá, Itália e Rússia (convidada devido a sua importância geopolítica), os temas da cúpula são relativamente o Aquecimento Global e desigualdade social, principalmente na África.
Bem, era essa a intenção.
Bush veio com uma idéia babaca de construir um escudo de proteção antimísseis nas fronteiras da Rússia com a Europa.
Putin retruca, deixando um clima meio pesado entre os países: "Se a capacidade nuclear norte-americana se espalhar pelo território europeu, nós teremos de nos dar novos alvos na Europa".
Desde a Guerra Fria, os mísseis russos não apontam para as fronteiras européias.
Isso parece uma estilingada proposital do presidente norte-americano bem na nuca do presidente russo.
Começou a batalha de estilingues.
A Rússia tem um estilingue maior. Os EUA têm um estilingue mais novo. Quem sairá vitorioso?
Putin afirmou aos jornais que apontará sim os mísseis caso Bush continue com essa proposta.
Agora foi a nuca presidencial norte-americana o alvo. Em cheio Putin!

Fora essa disputa pueril, entra em cena o recém-chegado ao poder, Sarkozy (França), que é novo na cúpula. E será que o veterano Tony Blair vai dar "o trote", aproveitando a deixa? Afinal, mês que vem ele está fora mesmo...
Bem, em meio aos trotes dos veteranos nos bixos e na guerra de estilingue, tomara que algo produtivo saia.

Tomara...












Ps: China não está entre os 8 porque sua renda não é de um país industrializado. Pelo menos foi essa a desculpa usada.

Capitalismo selvagem em 12 de junho



Dia dos namorados... Grande data para lotar motéis e endividar as pessoas.

E lotar minha caixa de e-mails com ofertas "imperdíveis" para qualquer casal apaixonado.

Boa, qualquer casal apaixonado...

Eu simplesmente acredito que seja uma data idiota entre o dia das mães e o dia dos pais que o comércio inventou para aumentar a rentabilidade nesse frágil período.

Fruto do capitalismo selvagem, diria.

Para que comprar um presente, um cartão, uma flor, um buquê, uma caixa de bombons ou se endividar com algo mais caro e exótico?

O amor supera qualquer valor financeiro ou qualquer gesto simbólico utilizado para representá-lo.

O dia dos namorados "são todos os dias para os que namoram".

O namoro consiste em uma cumplicidade diária. Não um gesto consumista induzido pela indústria do capitalismo.

Eu, quando voltar a me apaixonar (pode demorar cerca de 100 anos), farei de todos os dias, o dia dos namorados.

Todos os dias para presentes bobos, galanteios e "eu te amos" em demasia.

Porque até os pobres amam. E os que amam, são todos pobres. Porque o amor não pode ser comprado. E nem representado por uma data ou material.

E esse texto parece coisa de mal-amado.

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Gotcha!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!


Fenônemo ágil e devastador. Melhor definição não há.
Ainda que na Folha de S. Paulo "Lost" seja o seriado mais aclamado da tv paga, eu não acredito.
Acho que Heroes, se já não abateu, ainda vai abater fácil essa constatação.
Simples por seu enredo. Complicado por suas tramas.
Não são só pessoas com mutações genéticas que desencadearam habilidades fora do comum. Há o drama de cada um deles.

Heroes... só assistindo para saber. Assim que passar o efeito da "Maratona Heroes" eu volto a debater o tema.

Save the cheerleader, save the world.


Hiro for president...

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Para não fingir e nem mentir



"Dizem que finjo ou minto"
Fernando Pessoa



Dizem que finjo ou minto

Tudo que escrevo. Não.
Eu simplesmente sinto
Com a imaginação.
Não uso o coração.

Tudo o que sonho ou passo,
O que me falha ou finda,
É como que um terraço
Sobre outra coisa ainda.
Essa coisa é que é linda.

Por isso escrevo em meio
Do que não está ao pé,

Livre do meu enleio,

Sério do que não é,

Sentir, sinta quem lê !