Eu que era completa
Hoje sou pedaço
Eu que era elétrica
Hoje não tenho nem luz
Eu que era sonhadora
Hoje acordei sem sonhar
Eu que era lutadora
Hoje não quero levantar
de mais um soco, mais uma queda
Mais uma pausa
Eu que achava o domínio das situações na palma da minha mão
Hoje não acho uma solução
Para parar de pensar que hoje o dia está pior do que ontem
E melhor do que amanhã
Não quero pensar no hoje
Não quero pensar no ontem
Não quero pensar no amanhã
Não quero mais pensar
Porque quem pensa sabe
E quem sabe, sofre
Eu que me achava forte
Hoje não agüento nem mais pensar
Porque no acúmulo de sabedoria, acumula-se tristeza
E quem aumenta a ciência, aumenta a dor.
Frankstein, Mary Shelley
terça-feira, 9 de outubro de 2007
segunda-feira, 8 de outubro de 2007
Fruto da polêmica
Tropa de Elite finalmente chegou ao cinema. Com muito mais polêmica e expectadores do que o esperado (domingo de estréia, 21:30, 3 salas de cinema reservadas... 3 salas de cinema lotadas... ).
Raiva da situação. Comoção da população que vive nesse meio. Nojo dos que tiveram a oportunidade de não precisar participar e participam dessa situação por mau-caráter . Revolta de querer mudar e não saber como.
Isso é o que define bem a sensação após o filme. Revolta. Você sente raiva de si mesmo por não se dar conta do egoísmo que bloqueia sua visão para resto do mundo. Somos empelidos a agir por nós mesmos. Se estamos bem, é o que importa. Não estou julgando. Só apontando. Querendo ou não, eu também sou assim.
E não sei como deixar de ser, mesmo querendo.
O cinema brasileiro se impõe de forma espetacular. Pena que é o provável estrangeiro de ficção o mais destacado. Ou não.
“Foi um trabalho muito intenso e que me exigiu muito. Todos nós do filme fizemos trabalhos com policiais [...] Foi bem difícil. Principalmente porque estamos precisando de heróis. E eu não acho que um policial que tortura seja herói"
Wagner Moura, para a coletiva de imprensa após primeira apresentação oficial de "Tropa de Elite".
Fonte: Cinema com rapadura e Folha On Line
A atuação de Wagner Moura é impecável. E mais do que isso, o drama é real.
Policiais corruptos, políticos corruptos (isso é um pleonasmo) e traficantes... favelas, mães e o postal mais famoso do país.
O filme mistura raiva, comoção, nojo e revolta de uma só vez.Policiais corruptos, políticos corruptos (isso é um pleonasmo) e traficantes... favelas, mães e o postal mais famoso do país.
Raiva da situação. Comoção da população que vive nesse meio. Nojo dos que tiveram a oportunidade de não precisar participar e participam dessa situação por mau-caráter . Revolta de querer mudar e não saber como.
Isso é o que define bem a sensação após o filme. Revolta. Você sente raiva de si mesmo por não se dar conta do egoísmo que bloqueia sua visão para resto do mundo. Somos empelidos a agir por nós mesmos. Se estamos bem, é o que importa. Não estou julgando. Só apontando. Querendo ou não, eu também sou assim.
E não sei como deixar de ser, mesmo querendo.
O cinema brasileiro se impõe de forma espetacular. Pena que é o provável estrangeiro de ficção o mais destacado. Ou não.
“Foi um trabalho muito intenso e que me exigiu muito. Todos nós do filme fizemos trabalhos com policiais [...] Foi bem difícil. Principalmente porque estamos precisando de heróis. E eu não acho que um policial que tortura seja herói"
Wagner Moura, para a coletiva de imprensa após primeira apresentação oficial de "Tropa de Elite".
Fonte: Cinema com rapadura e Folha On Line
terça-feira, 18 de setembro de 2007
Está melhorando...
The Beatles - Getting Better
It's getting better all the time
I used to get mad at my school
The teachers who taught me weren't cool
Holding me down, turning me round
Filling me up with your rules.
I've got to admit it's getting better
It's a little better all the time
I have to admit it's getting better
It's getting better since you've been mine.
Me used to be angry young man
Me hiding me head in the sand
You gave me the word
I finally heard
I'm doing the best that I can.
I've got to admit it's getting better
It's a little better all the time yes
I have to admit it's getting better
It's getting better since you've been mine.
I used to be cruel to my woman
I beat her and kept her far from the
Things that she loved
Man I was mean but I'm changing my scene
And I'm doing the best that I can.
I admit it's getting better
A little better all the time
Yes I admit it's getting better
It's getting better since you've been mine.
Getting so much better all the time.
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
Balanço dos primeiros seis meses
Tem horas que vida dá uma chacoalhão na gente e berra:
-Ow, não dá para ser agora. Não é assim que funciona. Vai ter que esperar.
Isso dói. Mas é a real.
Em quase seis meses postando no "Movida a..." notei que as coisas que mais dóem, são as que nos fazem amadurecer mais.
Crescer como indivíduos. Olhar as coisas por outros ângulos e perceber que nem tudo dá para ser controlado, planejado e guiado por nós.
Parece um clichê (na verdade é), porém somos seres insignificantes diante a imensidão do Universo, dos seus mistérios, verdades, fatos e acontecimentos. Somos impotentes (não levem por trás) diante de tudo que acontece o tempo todo em cada pedacinho de céu, de mar, de chão, de mundo.
E quem adora arquitetar tudo, ter o controle de tudo, saber exatamente como vai viver pelos próximos 100, 10, 5 anos, ou pela próxima semana, pode se desiludir, se frustar.
A vida é feita ao acaso. E é do acaso que podemos viver.
Planeje sim seu futuro, mas não comprometa seu presente limitando seus planos.
"Não há porque fazer a este cômico mundo a honra de levá-lo a sério."
Herman Hesse
-Ow, não dá para ser agora. Não é assim que funciona. Vai ter que esperar.
Isso dói. Mas é a real.
Em quase seis meses postando no "Movida a..." notei que as coisas que mais dóem, são as que nos fazem amadurecer mais.
Crescer como indivíduos. Olhar as coisas por outros ângulos e perceber que nem tudo dá para ser controlado, planejado e guiado por nós.
Parece um clichê (na verdade é), porém somos seres insignificantes diante a imensidão do Universo, dos seus mistérios, verdades, fatos e acontecimentos. Somos impotentes (não levem por trás) diante de tudo que acontece o tempo todo em cada pedacinho de céu, de mar, de chão, de mundo.
E quem adora arquitetar tudo, ter o controle de tudo, saber exatamente como vai viver pelos próximos 100, 10, 5 anos, ou pela próxima semana, pode se desiludir, se frustar.
A vida é feita ao acaso. E é do acaso que podemos viver.
Planeje sim seu futuro, mas não comprometa seu presente limitando seus planos.
"Não há porque fazer a este cômico mundo a honra de levá-lo a sério."
Herman Hesse
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