domingo, 23 de dezembro de 2007

Falta de criatividade, excesso de propaganda

Confesso que já abri o "nova postagem" para tentar postar algo umas 8 vezes esses dias. Mas toda vez que começo a escrever algo, acho ruim e apago. Até porque acredito que minha mente esteja impregnada pela publicidade natalina e não consigo pensar em mais nada.
Incrível o poder da mídia sob o subconsicente das pessoas. Elas se enchem desse espírito do tal 25 de dezembro e começam a se amar, amar o próximo, amar o próximo do próximo... e é tudo tão maquiado que a gente chega até a esquecer o que aconteceu de ruim esse ano.
Daí vem os programas de retrospectiva (daquela emissora que prefiro não citar) e retomam tudo de novo... é como um "mini flash back gigante" (citação do filme "Os normais").
Simplesmente buscando uma explicação plausível (e que não seja de minha responsabilidade) para a falta de inspiração que me impede de postar algo.

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Aberrações do orkut

Há pessoas no meu orkut só somando algarismo ao número de meus supostos "amigos". E não pense: nossa, ela adora ter N contatos!
Eu já deletei várias pessoas, mas já trabalhei, estudei e faço faculdade. Logo, se não tivesse no mínino 100 contatos, seria provável que eu vivesse numa bolha.
Desses 100 contatos, o contato permanente ocorre com cerca de 35 deles.
Esporádico, uns 15.
Somamos 50.
Atualmente, creio eu ter em torno de 127 contatos, o que não é nada comparado com a maioria dos meus contatos, que tem 999 contatos e às vezes até outro perfil.
Tenho raiva de manter adicionadas pessoas que não respondem meus scraps, que me ignoram virtualmente mas me mantém lá, como sua tricentésima quadragésima nona amiga. E tornam-se meus fãs, na esperança de que eu vire fã e encha todos os medidores de gelo, coração e carinha, mostrando o quanto eles são "cool".
Tem horas que encho tudo de todo mundo simplesmente para não ter que agüentar scraps do tipo: Ow, vira meu fã que eu viro seu!
Argh! Isso além de me irritar, me enoja.
Já tentei abandonar o orkut, mas levando em conta que ele está há 4 anos presente na minha vida, acho muito difícil. Nunca tive um namoro que durasse tanto. E poucos amigos superam a idade do meu perfil.
Já tentei entrar menos. Mas não consigo.
Ser indiferente e também não deu certo.
Então, mais moderadamente, participo dessa atual febre virtual que não é mais atual assim.
Além de contatos para acréscimo de volume, não suporto aqueles malditos cadeados que impedem a visualização dos álbuns alheios.
Quem não quer mostrar as fotos, que não as coloque no orkut! Orkut nunca deu privacidade, todos sabem!
E aqueles idiotas que perguntam se você passou no perfil deles? E os perfis não servem justamente para isso?
Há ainda aquelas mulheres de "má conduta" que te fazem sempre as mesmas propostas indecentes. Será que algum paspalho ainda cai nisso?
Ou pior: perfis de namorados, animais, empresas ou qualquer outra bizarrice. E ainda aqueles vírus, cartões, mensagens idiotas e agora umas músicas idiotas...
Acho que os critérios para a criação de uma conta no orkut deveriam ser mais rigorosos.

Minha terra tem palmeiras... (inspirada na canção de exílio)


Não sou patriota
Mas não desprezo o país natal
Não fujo para os States
Pra ter futuro profissional
Não sou fluente no inglês
Mas sou fera em português
e me arrisco no tupi
O legítimo idioma daqui
Nas minhas veias corre o sangue
De escravidão e violência
Dos brancos, dos negros, dos índios
Não me orgulho dos europeus
Nem da minha descendência
Muitos se gabam pelo sobrenome
Estrangeiro na certidão
Mas num país em que ainda há a fome
Isso é tudo enrolação
Não preciso de dupla nacionalidade
Nem me gabar por estrangeirismos
No Brasil há necessidades
Mas não há o terrorismo
E o Rio? Você se pergunta
Ele é fruto da violência
Diga um país sem armas
E eu lhe faço uma reverência
Não há povo melhor
Nem terra mais abençoada
E quem não ama a própria origem
Nunca saberá amar a nada
Assuma sua posição
De mestiço, de "não-puro"
Aceite sua nação
Pois nessa terra tem futuro

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Capitalismo Selvagem em 25 de Dezembro= Lavagem Cerebral


No maior clima natalino, o mundo se enfeita e gasta para a chegada do tão esperado dia 25.
É como se não somente a mídia, mas uma aura macabra de "bondade" (pegou a antítese) e "solidariedade" envolvesse a todos.
As empresas oferecem festas por mais uma ano de lucros com o trabalho às vezes demasiadamente exploratório de seus funcionários. Doam cestas básicas para ONGs e contribuem com a participação de lucros. As lojas se decoram, os bairros se decoram e até temos a impressão de que o mundo fica melhor.
Mas, vendo o outro lado da moeda: e o capitalismo selvagem alarmante decorrente de toda essa "bondade"? Já parou para pensar que você é menos feliz se não ganha alguma lembrancinha no Natal? Nem que seja aquele par de meias feio tricotado por sua bisavó cadeirante?
Por que a felicidade está associada a bens materiais? Por que precisamos passar 40 minutos procurando uma vaga para estacionar no shopping nessa época?
A 25 de Março lota. É impressionante como esse pensamento aflige a população de menor renda. Passa o ano todo economizando aqui e ali e chega em Dezembro, corre para a tal rua e faz a suposta felicidade de toda ou quase toda a família.
E a população de classe média/classe decadente? Tenta administrar bem as finanças e desanda no fim de ano para promover extravagâncias, presentes e muuiiita comida? Depois se mata de trabalhar para pagar a dívida do fim de ano e fica depressivo com os quilos a mais.
A classe alta prefere nem circular suas finanças na nossa tão prezada pátria. Viajam para a Europa, EUA ou qualquer outro destino caro que lhe assegure o patamar de "extremamente rico", esfregando na nossa humilde face seus dólares, euros ou libras esterlinas...
E não importa que eu e mais uma multidão pensemos isso. Se no Natal, no tão aclamado, noticiado e anunciado Natal, eu não ganhar nem sequer uma lembrancinha à lá 25 de Março (já que não tenho uma bisavó pra tricotar aquelas meias horrendas), serei menos feliz.
Só até o ano que vem, creio eu.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

Sobre o nada

Pensei que queria escrever algo. Na verdade, não queria.
Achei que seria meio tedioso fechar a tela de postagem sem nada.
Por isso, eis a explicação.