Leia antes:
Capítulo I
Capítulo II
Capítulo III
Capítulo IV
Capítulo V
Capítulo VI
Pingava do lado de fora. Pelo vidro, via tudo o que não podia tocar. O céu cinzento. A grama recém enxarcada pela chuva de primavera. Mas não era primavera. Estava frio. E úmido. E cinza. Mais do que nunca estava cinza.
Pingava do lado de dentro também. Daquela que calava no beirau da janela, só observando. Chovia. E ela sentada, de calças largas e descalça. Com uma caneca na mão. Aquela caneca que não era só caneca. Era consolo. E abraço. E saudade. Tudo isso num pedaço cilíndrico com uma alça e o desenho pueril de um ruminante. Quanto lhe era cara e querida aquela caneca.
Os pés descalços acalentavam o piso de tacão cor de tabaco. Estava quente, apesar do frio lá fora. Do frio e chuva atípicos. Deixou de lado a janela. Sentou-se na chase long de veludo azul cobalto, recoberta pela manta de cashemira branca que ganhara do mesmo provocador de saudade da caneca. Tudo naquele lugar lembrava-o. Tudo estava conectado, interligado a ela.
Naquela que pingava por dentro e que também estava cinza, ficava um pouquinho da manta e da caneca. Encostado em algum lugar sem luz, meio empoeirado e talvez com bolor. Mas ficava. É como aquele livro velho de infância, caindo aos pedaços, mas que está sempre lá, no lugar de sempre.
Pousou a caneca no compensado rubro. Esse abrigava mais ruminantes. E os ruminantes abrigavam cookies. De chocolate. E muffins. E brownies. Todos moravam dentro do limite quadriculado que morava no tampo rubro. Que morava com a caneca, com a manta, com a chase long. E com a moça.
Não suportava mais aquele livro velho guardado dentro dela. Traças o comiam. O bolor o revistava indecentemente. O pó encrustava-se em sua capa. Tudo aquilo dentro dela.
E ela, dentro do apartamento. E do lado de fora, a chuva cinza...
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Lições de vida- Capítulo II- A educação
A educação, acadêmica ou não, é o que define em grande parte o caráter do ser.
E sem a hipocresia de que "Estudo não é tudo". Hoje em dia, é um fator determinante. Uma pessoa com boa formação, boa educação, boa aparência abre muitas portas. E mais, as mantém abertas.
Desde nossa infância, com músicas de palhaços assustadores pregando as palavras mágicas (Por favor, desculpe e obrigado), somos instruídos a sermos educados. E a educação também precisa ser hereditária. Eu passo para o meu filho, que passa para o filho dele, que passa para o filho dele...
O caso/causo é: nem sempre isso ocorre. Uma família que sofreu alguma corrupção abrupta em sua educação é tendenciosa a repetir o erro.
Ex: Seu pai cospe no chão. Sua mãe não demonstra qualquer repreensão. Você tem fortes tendências a cuspir no chão. E assim por diante, com toda a linhagem.
Ok, o exemplo de cuspir no chão foi fraco, mas era só para dar uma dimensão superficial do que é a educação hereditária.
Logo, se o meio contamina o ser, é um meio contaminado e não importa o quanto os palhaços assustadores cantem e te induzam a falar as palavras mágicas, a influência familiar é mais forte.
Tudo isso para dizer que há pessoas muito mal-educadas no metrô, que simplesmente, vendo a situação das pessoas expremidas, como laranjas dentro de uma máquina de suco, insiste em sacar seu desodorante em spray e borrifá-lo lá dentro mesmo, ignorando se há pessoas alérgicas que vão ficar mais 4 estações com coceira na garganta e nariz irritado por essa razão. O "nobre" homem que fez isso estava na minha frente, eliminando qualquer tentativa de escapatória.
Ao inconveniente: "Espero que os deuses do desodorante te mandem uma mensagem dizendo que se fizer isso de novo, suará fedidamente em bicas, sem solução para o problema".
Meu recado: "Vai passar desodorante em casa!".
E sem a hipocresia de que "Estudo não é tudo". Hoje em dia, é um fator determinante. Uma pessoa com boa formação, boa educação, boa aparência abre muitas portas. E mais, as mantém abertas.
Desde nossa infância, com músicas de palhaços assustadores pregando as palavras mágicas (Por favor, desculpe e obrigado), somos instruídos a sermos educados. E a educação também precisa ser hereditária. Eu passo para o meu filho, que passa para o filho dele, que passa para o filho dele...
O caso/causo é: nem sempre isso ocorre. Uma família que sofreu alguma corrupção abrupta em sua educação é tendenciosa a repetir o erro.
Ex: Seu pai cospe no chão. Sua mãe não demonstra qualquer repreensão. Você tem fortes tendências a cuspir no chão. E assim por diante, com toda a linhagem.
Ok, o exemplo de cuspir no chão foi fraco, mas era só para dar uma dimensão superficial do que é a educação hereditária.
Logo, se o meio contamina o ser, é um meio contaminado e não importa o quanto os palhaços assustadores cantem e te induzam a falar as palavras mágicas, a influência familiar é mais forte.
Tudo isso para dizer que há pessoas muito mal-educadas no metrô, que simplesmente, vendo a situação das pessoas expremidas, como laranjas dentro de uma máquina de suco, insiste em sacar seu desodorante em spray e borrifá-lo lá dentro mesmo, ignorando se há pessoas alérgicas que vão ficar mais 4 estações com coceira na garganta e nariz irritado por essa razão. O "nobre" homem que fez isso estava na minha frente, eliminando qualquer tentativa de escapatória.
Ao inconveniente: "Espero que os deuses do desodorante te mandem uma mensagem dizendo que se fizer isso de novo, suará fedidamente em bicas, sem solução para o problema".
Meu recado: "Vai passar desodorante em casa!".
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Lições de vida: Capítulo I- A gentileza
Um dos maiores problemas do mundo é a falta de educação.
Mas acho que pior do que a falta de educação, é a falta de altruísmo.
Sabe aquela compaixão humana, o senso de justiça que creio eu, venha embutido em nós desde o ventre? Está faltando isso.
O bem-querer alheio. A preocupação. O respeito.
Sem hipocrisia, todo mundo odeia alguém. Odeia mesmo. E não tem como querer o bem-querer dessa pessoa. O máximo que podemos fazer é não desejar-lhe o mal. E isso já é louvável.
Mas e aquele desconhecido, que nunca te fez nada de bom, mas também nunca te fez nada de mal? Como você pode ser injusto, grosso, rude com ele?
Como deixa quesitos como educação (no caso, a falta dela), compaixão e altruísmo de lado diante dela?
É muito fácil ser gentil com quem a gente gosta. É complicado ser gentil com quem a gente conhece. É raro ser gentil com um estranho. E é impossível (ou quase) ser gentil com quem odiamos.
Então o ponto é: ser gentil com todos. Pelo menos tentar, eu diria.
Toda essa minha revolta, toda essa ira, todos esses verbetes para dizer uma coisa banal: as inspiradoras desse post são 3 "nobres mulheres" que têm o "nobre hábito" de parar no ponto de ônibus estratégicamente na frente de onde a porta abre. Não importa se você está há 20 minutos no ponto. Dane-se que o ônibus passe por 3 cidades diferentes, vindo por essa razão, com lugares contados. Não importa o fato de que tenha se programado chegar antes e poder seguir os 40 minutos da viagem sentado. Elas ignoram qualquer um, homem, mulher, criança, idoso, deficiente. Se colocam à frente, sentam nos últimos 3 lugares.
Tá, isso é nada perto das grandes injustiças do mundo. Mas faz diferença.
Então, contrariando todo o meu discurso de gentileza, altruísmo, revanchismo e o escambau a quatro para com estranhos, veio por meio deste blog, berro:
"Suas grandes filhas da puta, eu espero sinceramente que um dia isso se volte contra vocês, suas vadias. Que um dia vocês queiram sentar e falte cadeiras, que um dia vocês precisem apoiar suas coisas e falte qualquer tipo de superfície. E vão tomar no meio do rabo, antes que eu me esqueça"
Mas acho que pior do que a falta de educação, é a falta de altruísmo.
Sabe aquela compaixão humana, o senso de justiça que creio eu, venha embutido em nós desde o ventre? Está faltando isso.
O bem-querer alheio. A preocupação. O respeito.
Sem hipocrisia, todo mundo odeia alguém. Odeia mesmo. E não tem como querer o bem-querer dessa pessoa. O máximo que podemos fazer é não desejar-lhe o mal. E isso já é louvável.
Mas e aquele desconhecido, que nunca te fez nada de bom, mas também nunca te fez nada de mal? Como você pode ser injusto, grosso, rude com ele?
Como deixa quesitos como educação (no caso, a falta dela), compaixão e altruísmo de lado diante dela?
É muito fácil ser gentil com quem a gente gosta. É complicado ser gentil com quem a gente conhece. É raro ser gentil com um estranho. E é impossível (ou quase) ser gentil com quem odiamos.
Então o ponto é: ser gentil com todos. Pelo menos tentar, eu diria.
Toda essa minha revolta, toda essa ira, todos esses verbetes para dizer uma coisa banal: as inspiradoras desse post são 3 "nobres mulheres" que têm o "nobre hábito" de parar no ponto de ônibus estratégicamente na frente de onde a porta abre. Não importa se você está há 20 minutos no ponto. Dane-se que o ônibus passe por 3 cidades diferentes, vindo por essa razão, com lugares contados. Não importa o fato de que tenha se programado chegar antes e poder seguir os 40 minutos da viagem sentado. Elas ignoram qualquer um, homem, mulher, criança, idoso, deficiente. Se colocam à frente, sentam nos últimos 3 lugares.
Tá, isso é nada perto das grandes injustiças do mundo. Mas faz diferença.
Então, contrariando todo o meu discurso de gentileza, altruísmo, revanchismo e o escambau a quatro para com estranhos, veio por meio deste blog, berro:
"Suas grandes filhas da puta, eu espero sinceramente que um dia isso se volte contra vocês, suas vadias. Que um dia vocês queiram sentar e falte cadeiras, que um dia vocês precisem apoiar suas coisas e falte qualquer tipo de superfície. E vão tomar no meio do rabo, antes que eu me esqueça"
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Bleh, esse blog tá muito mulherzinha... cheio de poeminhas para cá e para lá...
Cadê a guria ácida que criticava todo mundo?
Ensola"rada"...
É... por causa de um calor infernal e descuido, a moça octarina está de repouso devido a uma ensolação...
Por isso eu digo: "Comam sempre suas cenouras e passem protetor".
Cadê a guria ácida que criticava todo mundo?
Ensola"rada"...
É... por causa de um calor infernal e descuido, a moça octarina está de repouso devido a uma ensolação...
Por isso eu digo: "Comam sempre suas cenouras e passem protetor".
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