terça-feira, 12 de maio de 2009

Oldin... Oldin...

Não vou pedir para o passado voltar. Sou melhor agora, que antes. Ponto. Mas quero um futuro tão bom quanto o passado.

Mãos de perereca, brincos de pena, hot dog, Dostoiévski, Kant cantando com Disney...

Me prometeram tamarindo sabor pitanga, me prometeram uma cama na varanda... Nada disso vai voltar. Nada disso veio.

Aquela mania besta de rir por papel e fazer o papel do riso. De esperar perto do alfabeto grego o amigo tonto do sapato grande, a amiga boba da boca enorme, a lesada viciada em "Ouro Preto".

Aquelas nojeiras asquerosas de ketchup na Sprite e aquele choro angústiado pós-rejeição. 25 km a pé para comer "teta de nega" e engasgar quase até a morte.

06:00 da manhã em pé para pintar corujas nas paredes das belas pobres crianças e jogar no Playstation 3, comendo Bis.

Brigas por bandas, discussões por filmes, guerras por livros, desentendimentos por atenção. Reconciliação por carta, pássaros sendo alvejados.

Palavras ditas sem o tom certo. Frases não ditas. Abraços não dados. Dados não jogados. Sorte não lançada. Rota não traçada. Trilha não trilhada.

Mas o trilho é como o milho que cai no caminho. Sigam-lhe os bons.

Nós seguiremos...

terça-feira, 5 de maio de 2009

Bem, estou "não suinamente gripada", antes que isso venha dar pé para (mais) alguma piada.

Nessa bagunça, digo apenas:

"Deixem os porcos vivos. Dê um resfenol e tudo ok."

"Com seca no Nordeste, o Ceará e o Maranhão debaixo d´água. Alguém lá em cima ergueu uma plaquinha de ironia."

"Quem inventou o trabalho definitivamente não tinha o que fazer."

Sem mais até alguém me doar alguns leucócitos (valeu pela dica Linão).

segunda-feira, 27 de abril de 2009

O valor da raça

Não compre cães.

Adote.

Cães são sacrificados todos os dias por falta de donos. E você pagando por um filhote que foi feito com o intuito de apenas ser comercializado.

Não compre. Adote.

Não venda, não faça seu cão procriar para lucrar com isso.

São vidas, não mercadorias.

Prontofalei.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

O poder de Lenine

Depois de um sábado olho a olho no Lenine, "É fogo" domina minha mente.

Tanta coisa na minha vida tem sido fogo. E o "É foda", tão poético na voz do cantor, é tão simplório nos meus dias. É foda.

Eu odeio quando estou triste, querendo crescer e alguém chega me comparando a outra pessoa em situação pior, ou então a mim mesma, tempos atrás. Só porque melhorei, não quer dizer que esteja completamente bem. E não possa melhorar mais. E mais do que tudo, não saber como e nem o que fazer para isso.

É fogo.

Ontem eu estava de chinelo, hoje estou de tênis. Mas amanhã quero um carro. Oká, uma metáfora tosca, mas é bem assim. Pensar no que fiz não muda nada. E ao invés de ficar me comparando com pessoas piores, me compare a pessoas melhores.

É foda.

Tem horas que eu quero colo, idéias, sugestões. Não um guia 2009 de como sou sortuda por não morar debaixo da ponte, ter AIDs e ser drogada. Eu quero a mochila e o passaporte, a casa chique e o carro caro. As saídas boas, as pessoas bonitas e inteligentes que são legais e me tratam de igual para igual.

É fogo.

Disseram desde pequena que não podemos ter tudo. Besteira. Tanta gente tem tudo. O tudo engloba muita coisa. Mas o meu tudo pode ser decifrado como os pequenos prazeres da vida. Em mais um clichê à lá Amélie.

É foda.

O problema está em mim, definitivamente...

Ou não.